10 doenças que afetam a visão e você pode nem perceber

As doenças que afetam a visão representam um dos maiores desafios para a saúde ocular em todo o mundo, muitas vezes progredindo de forma sutil e sem sintomas evidentes nos estágios iniciais, como a presbiopia.

Dessa forma, muitas pessoas convivem com essas condições que comprometem gradualmente a capacidade de enxergar, sem perceber as mudanças até que o dano se torne irreversível. 

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de indivíduos apresentam algum tipo de deficiência visual, sendo que em 1 bilhão desses casos, o problema poderia ter sido prevenido ou tratado a tempo. Essa realidade destaca a importância de entender como essas patologias ocorrem, especialmente aquelas que acontecem silenciosamente. 

Para te ajudar a prevenir essas situações, neste artigo, vamos entender um pouco melhor sobre as doenças que afetam a visão, buscando analisar as suas características, causas, impactos e a importância de um diagnóstico precoce. Acompanhe o conteúdo até o final e tenha uma boa leitura.

O perigo das doenças oculares silenciosas

Muitas doenças que afetam a visão se desenvolvem de forma assintomática, ou seja, sem apresentar sintomas perceptíveis nos primeiros estágios. Isso significa que o indivíduo pode estar perdendo gradualmente a capacidade visual sem notar, até que o problema atinja um ponto crítico. 

Por exemplo, condições como o glaucoma ou a retinopatia diabética frequentemente avançam “em silêncio”, danificando estruturas oculares essenciais, como o nervo óptico ou a retina, antes de causar visão embaçada ou perda de campo visual. Essa característica silenciosa é particularmente perigosa porque, quando os sintomas surgem, o dano já pode ser permanente.

Dessa forma, o diagnóstico precoce é fundamental. De acordo com a OMS, entre as principais causas de deficiência visual global, destacam-se o glaucoma, com 7,7 milhões de casos de problemas visuais não tratados, e a degeneração macular relacionada à idade, responsável por 8 milhões de casos semelhantes 

Esses números reforçam que exames oftalmológicos regulares, como a medição da pressão intraocular ou o exame de fundo de olho, são essenciais para detectar alterações precoces. Além disso, fatores de risco como hipertensão, tabagismo e exposição excessiva à luz solar contribuem para o desenvolvimento silencioso dessas patologias e devem ser evitados. 

Glaucoma: o “ladrão silencioso” da visão

O glaucoma é uma das doenças que afetam a visão mais preocupantes, conhecida como o “ladrão silencioso” porque progride sem sintomas notáveis até estágios avançados. Essa condição ocorre quando há um aumento da pressão intraocular, que danifica o nervo óptico, responsável por transmitir imagens ao cérebro. 

Existem tipos principais, como o glaucoma de ângulo aberto, o mais comum, que se desenvolve lentamente, e o de ângulo fechado, que pode ser agudo e doloroso. Sem tratamento, leva à perda periférica da visão, criando um efeito de “túnel” que eventualmente compromete a visão central.

Enfatizando a necessidade de acompanhamento médico periódico, recomenda-se exames anuais para indivíduos de risco. O controle da pressão ocular pode preservar a visão em até 90% dos casos detectados cedo. Assim, integrar visitas regulares ao oftalmologista na rotina é crucial para combater essa doença que afeta a visão de forma traiçoeira.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma das doenças que afetam a visão mais comuns em idosos, caracterizada pela deterioração da mácula, que é a região central da retina responsável pela visão nítida e detalhada. 

As principais causas incluem o envelhecimento natural, período no qual células retinianas se degradam, além de fatores como tabagismo, hipertensão e exposição prolongada à luz UV. 

Sintomas discretos surgem gradualmente, como distorções em linhas retas, dificuldade em ler ou reconhecer faces, e uma mancha central borrada, muitas vezes confundida com fadiga visual.

Essa condição é dividida em seca (mais comum, de progressão lenta) e úmida (rápida, com vazamento de vasos sanguíneos). De acordo com a OMS, a DMRI causa 8 milhões de casos de deficiência visual distante não tratados em todo o mundo, sendo uma das principais causas de perda visual em pessoas acima de 50 anos. 

Retinopatia Diabética e suas consequências

A retinopatia diabética é uma complicação grave das doenças que afetam a visão, diretamente ligada ao diabetes mellitus, condição na qual níveis elevados de glicose danificam os vasos sanguíneos da retina. 

Essa enfermidade evolui em estágios: não proliferativa (inicial, com microaneurismas) e proliferativa (avançada, com neovascularização que pode causar hemorragias). Com isso, sem o devido controle glicêmico, leva à perda visual progressiva, sendo uma das principais causas de cegueira em adultos em idade produtiva.

No Brasil, uma revisão sistemática revela que a prevalência de retinopatia diabética entre indivíduos com diabetes é de 36,28%, com maior incidência em pacientes com mais de 10 anos de doença. Essa estatística destaca a necessidade de um check-up anual para diabéticos.

Os principais sinais de alerta incluem:

  • Visão embaçada, que pode flutuar com os níveis de açúcar no sangue.
  • Manchas ou flutuadores na visão, indicando hemorragias retinianas.
  • Dificuldade para enxergar à noite, afetando a adaptação à baixa luminosidade.

Tratamentos como laser de fotocoagulação ou injeções intravítreas podem estabilizar a condição, mas o foco deve ser no controle do diabetes para prevenir essa doença que afeta a visão.

Catarata: quando a visão fica “nublada”

A catarata é uma das doenças que afetam a visão mais prevalentes, caracterizada pelo embaçamento do cristalino, a lente natural do olho, que perde transparência devido ao envelhecimento ou fatores como diabetes e exposição UV

Descrevendo de forma simples, o cristalino atua como uma câmera, focando a luz na retina; quando nublado, causa visão borrada, como olhar através de uma janela embaçada. Tipos incluem nuclear (centro do cristalino), cortical (bordas) e subcapsular posterior (rápida progressão).

De acordo com a OMS, a catarata é responsável por 94 milhões de casos de deficiência visual distante não operados globalmente, sendo a principal causa de cegueira reversível. O tratamento cirúrgico, como a facoemulsificação, remove o cristalino opaco e implanta uma lente intraocular, restaurando a nitidez visual em mais de 95% dos casos.

A sua prevenção envolve proteção solar e controle de comorbidades, tornando essa uma das doenças que afetam a visão mais tratáveis com intervenção oportuna.

Outras doenças oculares que exigem atenção

Além das condições já discutidas, há outras doenças que afetam a visão que merecem destaque por seu potencial silencioso ou impacto subestimado. Essas patologias variam em causas e sintomas, mas compartilham a necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações. 

Observe-as abaixo:

  • Ceratocone: uma deformação progressiva da córnea, que assume formato cônico, causando astigmatismo irregular e visão distorcida. Comum em jovens, pode ser assintomático inicialmente; tratamentos incluem lentes de contato rígidas.
  • Uveíte: inflamação da úvea (camada média do olho), frequentemente autoimune ou infecciosa, levando à dor, vermelhidão e visão embaçada. Pode ser silenciosa em formas crônicas; exige anti-inflamatórios e monitoramento para prevenir glaucoma secundário.
  • Conjuntivite alérgica: inflamação da conjuntiva por alérgenos, com coceira, lacrimejamento e inchaço. Embora não silenciosa, afeta cronicamente alérgicos; prevenção com antihistamínicos e higiene ocular.
  • Síndrome do olho seco: redução na produção de lágrimas, causando irritação e visão flutuante. Fatores incluem telas digitais e menopausa; tratada com lágrimas artificiais e higiene palpebral.
  • Estrabismo: desalinhamento dos olhos, afetando a visão binocular e podendo causar ambliopia se não tratado na infância. Correção com óculos, terapia visual ou cirurgia.
  • Descolamento de retina: separação da retina do tecido subjacente, com sintomas como flashes e a sensação de uma cortina escura tapando a visão. Emergência que exige cirurgia; risco maior em quem tem miopia alta.

Conclusão: a importância do check-up oftalmológico regular

Em resumo, as doenças que afetam a visão, como as dez exploradas neste artigo, destacam a necessidade de priorizar a saúde ocular para manter uma vida plena. Desde o glaucoma silencioso até o descolamento de retina emergente, o diagnóstico precoce é a chave para prevenção de perdas irreversíveis. Para ajudar a cuidar da sua saúde ocular, o Hospital de Olhos de Uberlândia (HCO) se posiciona como referência em prevenção, diagnóstico e tratamento dessas condições, oferecendo tecnologia avançada e equipe especializada para o correto diagnóstico da sua condição. Por isso, não perca mais tempo e nem espere que os sintomas se agravem: agende a sua consulta agora mesmo!