Visão dupla: principais causas e quando se preocupar

As causas da visão dupla representam um tema de grande relevância na saúde ocular, pois esse sintoma pode indicar desde problemas simples até condições graves que demandam atenção imediata. 

A visão dupla, também conhecida como diplopia, ocorre quando uma pessoa percebe duas imagens de um único objeto, o que pode afetar significativamente a qualidade de vida, interferindo em atividades cotidianas como dirigir, ler ou até caminhar.

Muitas vezes, as causas desse problema estão relacionadas a desequilíbrios musculares oculares, alterações na estrutura do olho ou questões neurológicas subjacentes, tornando essencial compreender as suas origens para um diagnóstico precoce e tratamento adequado, já que ela pode ser confundida com a vista cansada.

Para te ajudar a compreender melhor essa condição, neste artigo, falaremos tudo sobre visão as causas da visão dupla e os seus principais tratamentos. Assim, se você já experimentou episódios de visão dupla ou possui fatores de risco, como diabetes ou histórico familiar de problemas neurológicos, leia este guia até o final, pois irá ajudá-lo a tomar decisões informadas para buscar a ajuda de um especialista e cuidar dessa complicação antes que ela piore.

O que é visão dupla e como ela se manifesta

A visão dupla, ou diplopia no termo médico, é uma condição em que o indivíduo percebe duas imagens sobrepostas ou separadas de um mesmo objeto, em vez de uma única imagem clara. 

Essa percepção anormal surge devido a um desequilíbrio na coordenação dos olhos, que faz com que os músculos oculares ou o sistema nervoso falhem ao alinhar as imagens captadas por cada olho.

As causas da visão dupla podem variar, mas o resultado é uma distorção visual que pode ser confusa e desconfortável, afetando a profundidade de percepção e a orientação espacial. Para um correto diagnóstico, é importante saber diferenciar a visão dupla momentânea e constante. 

A visão dupla momentânea ocorre de forma transitória, frequentemente associada a fadiga, consumo excessivo de álcool, uso de certos medicamentos ou esforço visual prolongado, como passar horas em frente a telas digitais. Nesses casos, o sintoma tende a resolver-se com repouso ou correção de hábitos. 

Já a visão dupla constante persiste independentemente do contexto, indicando problemas mais sérios, como desordens musculares ou neurológicas. A manifestação da visão dupla pode ser horizontal, vertical ou diagonal, dependendo da direção do desalinhamento ocular. Sendo elas:

  • Binocular: envolve ambos os olhos. Em alguns casos, fechar um olho alivia o sintoma.
  • Monocular: o problema persiste mesmo com um olho fechado, apontando problemas na córnea ou cristalino.

Causas oculares da visão dupla

As visão dupla causas estão diretamente relacionadas a problemas nas estruturas do olho que afetam o alinhamento ou a clareza da visão. Essas condições são comuns e podem ser tratadas com intervenções oftalmológicas, mas requerem diagnóstico preciso para evitar progressão. Abaixo, exploramos as principais causas e os seus tratamentos.

Problemas musculares nos olhos

Problemas musculares nos olhos, como fraqueza ou paralisia dos músculos extraoculares, são uma das causas da visão dupla mais frequentes. Esses músculos controlam os movimentos sincronizados dos olhos, e quando há desequilíbrio, devido a lesões, inflamações ou envelhecimento, surge a diplopia. 

Por exemplo, a paralisia do nervo troclear pode causar visão dupla vertical, comum em traumas ou condições vasculares. 

Em pesquisas sobre diplopia em departamentos de emergência, etiologias restritivas, incluindo problemas musculares, foram observadas em 20% dos adultos jovens comparados a 11,1% em idosos. Tratamentos iniciais envolvem exercícios oculares ou prismas em óculos para realinhar a visão.

Alterações na córnea ou cristalino

Alterações na córnea ou cristalino também figuram entre as causas da visão dupla ocular, pois essas estruturas refratam a luz para formar imagens nítidas na retina. Condições como ceratocone (deformação cônica da córnea) ou catarata (opacificação do cristalino) distorcem a luz, levando a imagens duplicadas, especialmente na diplopia monocular. 

No ceratocone, a irregularidade corneana causa astigmatismo severo, enquanto na catarata, o embaçamento progressivo agrava o problema. Dados indicam que em casos de diplopia isolada em emergências, causas secundárias como essas representam 11% dos diagnósticos. Correções incluem lentes de contato especiais ou cirurgia de catarata para restaurar a clareza.

Estrabismo não tratado

O estrabismo não tratado é outra causa da visão dupla significativa. Comum em crianças, mas persistente em adultos, se não corrigido, leva à diplopia crônica e pode causar ambliopia (olho preguiçoso). 

Em estudos retrospectivos de 204 casos de diplopia binocular, o estrabismo descompensado representou 14,22% das causas da visão dupla. Para evitar essa complicação, o tratamento precoce com óculos, terapia visual ou, em casos mais graves, a cirurgia preventiva, são essenciais, sem se esquecer, claro, da importância de check-ups regulares.

Causas neurológicas e sistêmicas

As causas da visão dupla não se limitam aos olhos; muitas vezes, estão ligadas a problemas neurológicos ou sistêmicos que afetam o controle nervoso da visão. Condições como acidente vascular cerebral (AVC), esclerose múltipla (EM) ou diabetes podem interromper os sinais entre o cérebro e os músculos oculares, levando a diplopia súbita ou progressiva. 

No AVC, por exemplo, o bloqueio de vasos cerebrais pode paralisar nervos cranianos, causando visão dupla horizontal ou vertical. Já na EM, a desmielinização dos nervos interfere na transmissão de impulsos, resultando em sintomas flutuantes.

O diabetes, uma doença sistêmica, contribui para causas da visão dupla por causa da neuropatia diabética, que danifica nervos oculares e causa instabilidade glicêmica afetando o cristalino. 

De acordo com relatórios da OMS, a esclerose múltipla é a causa mais comum de incapacidade neurológica não traumática em jovens adultos, com taxas de prevalência aumentando, e frequentemente associada a diplopia.

Há uma ampla necessidade de atendimento rápido em casos súbitos, pois a visão dupla repentina pode indicar eventos graves como AVC, casos nos quais o tempo é crítico para minimizar danos cerebrais. O ideal é buscar a emergência se o sintoma surgir abruptamente, acompanhado de outros sinais neurológicos.

Quando a visão dupla é sinal de urgência médica

Nem todas as causas da visão dupla são benignas: em alguns casos, o sintoma indica uma urgência médica que requer intervenção imediata para evitar sequelas permanentes. Reconhecer os sinais de alerta é essencial para agir prontamente. São eles:

  • Dor de cabeça intensa: uma cefaleia súbita e severa associada à visão dupla pode sinalizar um AVC hemorrágico ou aneurisma, demandando avaliação imediata em emergência.
  • Náusea ou vômitos: esses sintomas, combinados com diplopia, sugerem pressão intracraniana elevada, possivelmente devido a tumores ou infecções como meningite.
  • Dificuldade de fala: afasia ou fala arrastada com visão dupla indica possível dano cerebral, como em um derrame, onde cada minuto conta para o tratamento.
  • Desequilíbrio ou fraqueza: perda de coordenação motora ou fraqueza em um lado do corpo reforça a suspeita de evento neurológico agudo, necessitando de ressonância magnética urgente.

Diagnóstico e exames realizados no HCO

O diagnóstico das causas da visão dupla envolve uma avaliação abrangente pelo oftalmologista, combinando histórico clínico, exame físico e testes específicos. No Hospital de Olhos de Uberlândia (HCO), especialistas utilizam ferramentas avançadas para identificar a origem do problema, diferenciando causas oculares de neurológicas. 

Inicialmente, realiza-se um exame de acuidade visual e motilidade ocular para avaliar o alinhamento dos olhos em diferentes direções de olhar. Exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), são cruciais para detectar lesões neurológicas, como tumores ou inflamações. 

A avaliação neurológica inclui testes de reflexos e sensibilidade para excluir condições sistêmicas. Em casos de suspeita de diabetes, testes glicêmicos são integrados. No HCO, esses procedimentos são realizados com precisão, garantindo um diagnóstico diferencial e individual que orienta o tratamento.

Tratamentos e correção da visão dupla

Os tratamentos para causas da visão dupla variam conforme o problema identificado, visando corrigir o desalinhamento e tratar a condição subjacente. Para causas oculares, como problemas musculares, opções incluem lentes prismáticas em óculos que redirecionam a luz para alinhar as imagens, aliviando o sintoma sem cirurgia. 

Em estrabismo, terapia de visão com exercícios fortalece os músculos, enquanto cirurgias ajustam os tendões oculares para realinhamento permanente. 

Para causas da visão dupla neurológicas, como esclerose múltipla ou diabetes, o foco é no tratamento da doença de base: medicamentos imunossupressores para EM ou controle glicêmico rigoroso para diabetes, combinados com reabilitação visual. 

Correções cirúrgicas são reservadas para casos refratários, como em paralisias nervosas. Em pesquisas, a incidência de diplopia intratável pós-cirurgia de estrabismo foi de 32% em eventos precedentes, destacando a importância de abordagens personalizadas. No HCO, equipes multidisciplinares garantem resultados otimizados.Não ignore os sintomas da visão dupla. Quanto mais rápido for o diagnóstico, mais fácil será a resolução do problema. Entre em contato com o HCO e agende agora mesmo a sua consulta para uma prevenção eficiente!