Os sintomas de astigmatismo podem afetar significativamente a qualidade de vida de qualquer pessoa, interferindo em atividades cotidianas como ler, dirigir ou trabalhar no computador. Essa condição ocular, comum em diversas faixas etárias, surge quando a córnea ou o cristalino apresentam uma curvatura irregular.
No contexto da saúde ocular global, estudos indicam que o astigmatismo é uma das principais causas de erros refrativos, com incidência variando conforme a população analisada.
Para te ajudar a lidar melhor com esse diagnóstico, neste artigo, você terá, de forma detalhada, os sintomas de astigmatismo, quais as suas causas, evoluções e métodos de diagnóstico, além de compreender sobre quando procurar um especialista. Continue a leitura para entender a condição e aproveite o conteúdo.
O que é astigmatismo e como ele afeta a visão

O astigmatismo é uma condição ocular caracterizada por uma irregularidade na curvatura da córnea ou do cristalino, o que impede que a luz se concentre uniformemente na retina.
Em vez de uma forma esférica ideal, como uma bola de futebol, a superfície ocular assume um formato mais ovalado, semelhante a uma bola de rúgbi, causando distorções visuais em diferentes distâncias.
Essa alteração refrativa resulta em imagens borradas ou alongadas, afetando tanto a visão de perto quanto de longe, e pode estar associada a outras condições como a miopia ou hipermetropia.
Apesar de simples de corrigir, com o tempo, sem o devido cuidado, pode gerar fadiga visual excessiva, impactando o desempenho diário e até mesmo causando enxaquecas e outras dores.
Principais sintomas de astigmatismo no dia a dia
Os sintomas de astigmatismo manifestam-se de maneiras variadas, dependendo do grau da condição e da idade do indivíduo. Eles geralmente surgem de forma gradual e podem ser mais perceptíveis em situações de baixa iluminação ou após esforços visuais prolongados.
Confira abaixo, os principais sinais para facilitar a identificação:
- Visão borrada ou distorcida: um dos sintomas de astigmatismo mais comuns, fazendo com que objetos apareçam desfocados em qualquer distância, como se estivessem “puxados” em uma direção específica. Isso afeta tarefas como ler placas de trânsito ou textos pequenos.
- Dificuldade para enxergar à noite: conhecido como astenopia noturna, esse sintoma intensifica-se em ambientes escuros, aumentando o risco em atividades como dirigir após o pôr do sol.
- Dores de cabeça frequentes: surgem devido ao esforço constante dos músculos oculares para compensar a distorção, especialmente após longos períodos de leitura ou uso de telas. Estudos indicam que isso é relatado em até 50% dos casos não diagnosticados.
- Fadiga ocular ou desconforto: sensação de cansaço nos olhos, vermelhidão ou irritação, agravada por atividades que demandam foco prolongado, como trabalhar no computador.
- Piscar excessivo ou franzir a testa: comportamentos inconscientes para tentar melhorar a clareza visual, o que pode levar a rugas prematuras ao redor dos olhos.
Esses sintomas de astigmatismo não são exclusivos, mas a sua persistência deve alertar para uma avaliação profissional. Em crianças, eles podem se manifestar como dificuldade de aprendizado, já que a visão borrada interfere no desenvolvimento cognitivo.
Sinais que podem confundir: quando o astigmatismo parece outra condição

Os sintomas de astigmatismo frequentemente se sobrepõem a outros erros refrativos, o que pode atrasar o diagnóstico correto. Por exemplo, a visão borrada em distâncias variadas pode ser confundida com miopia, onde o borrão é mais pronunciado para objetos distantes.
No entanto, no astigmatismo, a distorção é assimétrica, afetando linhas verticais, horizontais ou diagonais de forma desigual, diferentemente da miopia pura.
Da mesma forma, dores de cabeça e fadiga ocular associadas aos sintomas de astigmatismo podem ser atribuídas erroneamente à hipermetropia, que causa esforço similar para focar em objetos próximos.
Mas enquanto a hipermetropia permite visão clara à distância em graus leves, o astigmatismo compromete ambas as faixas, levando a uma confusão diagnóstica comum em consultas iniciais.
Sinais em adultos e crianças
Outro equívoco ocorre com condições como o ceratocone, uma doença progressiva da córnea que também causa astigmatismo irregular. Aqui, os sintomas de astigmatismo evoluem para halos ao redor de luzes e sensibilidade extrema, mas diferem pela progressão rápida e necessidade de intervenções mais invasivas.
Em adultos, esses sinais podem ser misturados com presbiopia, comum após os 40 anos, momento em que a perda de flexibilidade do cristalino agrava a distorção.
Em crianças, os sintomas de astigmatismo podem imitar ambliopia (olho preguiçoso), que leva um olho dominante a compensar o outro, mascarando o problema.
Sem distinção precisa, isso pode resultar em perda visual permanente se não tratado precocemente. Dessa forma, consultar um oftalmologista é essencial para diferenciar essas condições por meio de exames específicos.
Como os sintomas evoluem ao longo do tempo
Os sintomas de astigmatismo tendem a se intensificar gradualmente com o avanço da idade, especialmente se não corrigidos. Inicialmente, podem ser sutis, como leve borrão em textos, mas com o tempo, a curvatura irregular da córnea agrava a distorção, levando a uma dependência maior de compensações musculares e resultando em fadiga crônica.
Estudos mostram que a incidência aumenta linearmente, passando de 14,3% em menores de 15 anos para 67,2% em maiores de 65 anos, com tipos como astigmatismo contra a regra tornando-se mais comuns na velhice.
Essa evolução chama atenção quando interfere em rotinas diárias, como dirigir ou ler, destacando a importância de monitoramento regular.
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Avaliação oftalmológica: como é feito o diagnóstico

O diagnóstico dos sintomas de astigmatismo inicia-se com uma consulta oftalmológica abrangente, permitindo que o médico avalie o histórico do paciente e realize testes iniciais de acuidade visual. Esse processo é crucial para identificar o grau exato da condição e diferenciar de outros problemas oculares.
Os exames comuns incluem:
- Refração subjetiva: o paciente testa lentes em um foróptero para determinar a correção necessária, ajudando a quantificar o astigmatismo.
- Queratometria: mede a curvatura da córnea para detectar irregularidades, sendo um método padrão para astigmatismo corneano.
- Topografia corneana: fornece um mapa detalhado da superfície ocular, identificando astigmatismo irregular com precisão.
- Análise de wavefront ou Scheimpflug: tecnologias avançadas, como Orbscan ou Pentacam, avaliam aberrações ópticas para um diagnóstico refinado.
Esses procedimentos, geralmente indolores e rápidos, permitem um plano de tratamento personalizado, como óculos ou lentes de contato.
Quando buscar um oftalmologista e riscos de ignorar os sintomas
Buscar um oftalmologista é recomendado ao notar persistência dos sintomas de astigmatismo, como visão borrada constante ou dores de cabeça após esforços visuais. Sinais de alerta incluem dificuldade noturna para dirigir, fadiga ocular diária ou mudanças súbitas na visão, especialmente em crianças ou adultos com histórico familiar.
Não ignore esses indícios, pois o diagnóstico precoce previne agravamentos. Ignorar os sintomas de astigmatismo pode levar a consequências significativas, como redução na qualidade de vida relacionada à visão e diminuição da produtividade no trabalho.
Em crianças, o astigmatismo não tratado pode causar ambliopia, resultando em perda visual permanente se não corrigido a tempo. Estudos no Brasil indicam que erros refrativos como o astigmatismo são prevalentes em 5,52% dos escolares, sendo a principal causa de deficiências visuais evitáveis.
Além disso, o esforço constante pode evoluir para problemas crônicos, como cefaleias tensionais ou até riscos maiores em atividades de alto risco, como operar máquinas. Priorize consultas anuais para mitigar esses perigos.
Conclusão
Identificar precocemente os sintomas de astigmatismo é essencial para manter uma visão saudável e evitar impactos na rotina diária. Sinais como visão borrada, dores de cabeça e fadiga ocular, se não tratados, podem evoluir e comprometer a qualidade de vida.
O diagnóstico por meio de exames especializados e o acompanhamento com oftalmologista garantem correções eficazes, promovendo bem-estar ocular a longo prazo.
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