Fadiga ocular: o que causa e como prevenir o cansaço dos olhos

As causas da fadiga ocular estão cada vez mais presentes no dia a dia moderno, impulsionadas pelo uso intensivo de dispositivos digitais que demandam esforço constante dos olhos e também pouco descanso desses órgãos.

Essa condição, também conhecida como astenopia ou síndrome da visão computacional, surge quando os músculos oculares e o sistema visual são sobrecarregados, levando a desconfortos que afetam a produtividade e o bem-estar

Com o aumento do trabalho remoto e do entretenimento online, entender as causas da fadiga ocular se torna essencial para adotar medidas preventivas e manter a saúde visual em dia. Por meio de hábitos simples que podem ser incorporados à rotina, o cansaço ocular tende a melhorar e esse sintoma tende a desaparecer.

Para te ajudar a lidar com esse problema, neste artigo, você poderá descobrir como pequenas mudanças podem fazer grande diferença na prevenção das causas da fadiga ocular. Se você passa horas em frente a telas ou nota sinais de desconforto nos olhos, essas informações podem ajudá-lo a melhorar a sua qualidade de vida e diminuir a sensação de vista cansada.

O que é fadiga ocular e por que se tornou mais comum

A fadiga ocular, ou astenopia, é uma condição caracterizada pelo cansaço e desconforto nos olhos após períodos prolongados de esforço visual. Essa fadiga ocorre quando os músculos ciliares, responsáveis pelo foco, e os músculos extraoculares, que controlam os movimentos dos olhos, são exigidos além do limite, levando a uma sensação de exaustão. 

Diferentemente de doenças oculares graves, a fadiga ocular é geralmente temporária e reversível com repouso, mas pode se tornar crônica se não for gerenciada adequadamente. Além disso, a sua relação direta com o uso prolongado de telas digitais é evidente, pois esses dispositivos exigem foco constante em distâncias próximas, reduzindo a frequência de piscadas e aumentando o estresse visual.

O aumento na prevalência da fadiga ocular está intimamente ligado aos ambientes mal iluminados e ao estilo de vida contemporâneo. 

Em locais com iluminação inadequada, os olhos precisam se esforçar mais para discernir detalhes, agravando o cansaço. De acordo com um estudo, a prevalência de síndrome da visão computacional (CVS) entre estudantes universitários apresentou índices elevados.

Principais causas da fadiga ocular

As causas da fadiga ocular são multifatoriais, envolvendo hábitos cotidianos e condições ambientais que sobrecarregam o sistema visual. Identificar esses fatores é o primeiro passo para mitigar o problema, permitindo ajustes simples que aliviam o desconforto. 

Vamos ver, logo abaixo, quais são as principais causas:

  • Tempo excessivo diante de computadores e celulares: o uso prolongado de dispositivos digitais reduz a taxa de piscadas em até 66%, levando a olhos secos e fadigados. Isso ocorre porque as telas emitem luz azul, que exige foco constante e pode perturbar o ritmo circadiano.
  • Iluminação inadequada: ambientes com luz fraca ou excessiva causam esforço extra para os olhos se adaptarem. Isso é comum em escritórios com janelas sem cortinas ou lâmpadas fluorescentes.
  • Falta de pausas: trabalhar sem intervalos impede a recuperação dos músculos oculares. A ausência de repouso visual acumula tensão, similar a um músculo corporal sobrecarregado. O ideal é fazer pausas regulares para que seja possível reduzir os sintomas em usuários de telas.
  • Uso incorreto de óculos ou lentes: graus desatualizados ou mal ajustados forçam compensação visual, levando à fadiga. Problemas refrativos não corrigidos, como miopia ou astigmatismo, são causas subjacentes comuns.

Outras causas da fadiga ocular incluem estresse geral, ar seco de ar-condicionado e posturas inadequadas, que indiretamente afetam os olhos ao tensionar o pescoço e os ombros. Ao entender essas causas, fica muito mais simples combater a condição.

Sintomas mais comuns e como identificar o cansaço visual

Os sintomas da fadiga ocular manifestam-se de forma gradual, começando com desconfortos leves que podem evoluir para incômodos persistentes se ignorados

Sinais comuns incluem dor nos olhos, que pode ser descrita como uma sensação de peso ou queimação, visão turva que dificulta o foco em objetos próximos ou distantes, e uma sensação de areia ou irritação, como se houvesse partículas nos olhos. 

Esses sintomas surgem porque o esforço prolongado reduz a lubrificação natural, levando a olhos secos, e sobrecarrega os nervos ópticos, causando dores de cabeça associadas. Além disso, pode haver sensibilidade à luz (fotofobia), lacrimejamento excessivo como resposta compensatória e dificuldade em manter a concentração, afetando a produtividade.

Recomenda-se atenção especial aos sintomas persistentes, pois eles podem indicar condições subjacentes mais graves, como olho seco crônico ou erros refrativos. 

De acordo com um estudo, a prevalência de sintomas positivos para síndrome da visão computacional foi de 76,1% entre usuários de telas, com fatores de risco como gênero feminino e desordens oculares. 

Hábitos e ajustes simples para prevenir a fadiga ocular

Prevenir as causas da fadiga ocular envolve adotar hábitos diários que promovam o equilíbrio visual. Essas orientações práticas são baseadas em recomendações de especialistas e podem ser implementadas facilmente, reduzindo o risco de desconforto. Abaixo, vamos observar as principais estratégias de combate.

Técnica 20-20-20

A técnica 20-20-20 é uma regra simples e eficaz para combater a fadiga ocular: a cada 20 minutos de uso de tela, pause por 20 segundos e foque em um objeto a 20 pés (cerca de 6 metros) de distância. Essa prática permite que os músculos ciliares relaxem, restaurando o foco natural e incentivando piscadas mais frequentes. 

Essa abordagem alivia o estresse visual causado por telas, prevenindo sintomas como visão turva. Integre lembretes no celular para tornar isso um hábito automático.

Hidratação ocular com lágrimas artificiais

A hidratação ocular com lágrimas artificiais é essencial para manter a superfície dos olhos lubrificada, especialmente em ambientes secos. Essas gotas, disponíveis sem prescrição médica, mimetizam as lágrimas naturais, aliviando a sensação de areia e queimor. 

Use-as conforme necessário, mas consulte um oftalmologista para escolher o tipo adequado. A redução de piscadas durante o uso de telas leva a evaporação acelerada das lágrimas, agravando a fadiga, o que deve ser constantemente observado.

Ajuste da distância e altura da tela

Ajustar a distância e altura da tela otimiza a ergonomia visual: posicione o monitor a um braço de distância (cerca de 50-70 cm) e no nível dos olhos, evitando olhares para cima ou baixo. Isso reduz a tensão no pescoço e olhos, minimizando glare. O mais recomendado é utilizar telas com contraste adequado e filtros de luz azul para maior conforto.

Quando procurar um oftalmologista

Embora a fadiga ocular seja comum e muitas vezes resolvível com ajustes, ela pode esconder problemas mais profundos, como erros de refração (miopia, hipermetropia) ou síndrome do olho seco crônico, que requerem intervenção profissional. 

Se os sintomas persistirem apesar de pausas e hábitos preventivos, ou se acompanhados de visão dupla, dores intensas ou alterações na visão periférica, é crucial consultar um especialista. 

O Hospital de Olhos de Uberlândia (HCO) oferece suporte especializado no diagnóstico e tratamento da fadiga ocular, com exames como avaliação de refração e teste de lágrima. Agende a sua consulta agora mesmo para garantir mais qualidade para a sua visão, evitando que a fadiga ocular se torne um problema mais avançado.