Os tratamentos para astigmatismo representam opções essenciais para corrigir a irregularidade na curvatura da córnea ou do cristalino, que causa distorções visuais e afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Essa condição, um tipo comum de alteração refrativa, pode ser gerenciada de forma eficaz com abordagens que vão desde soluções não invasivas, como óculos e lentes de contato, até procedimentos cirúrgicos avançados, promovendo uma visão mais clara e confortável no dia a dia.
De acordo com dados globais, os erros refrativos, incluindo o astigmatismo, são a principal causa de deficiência visual evitável, com projeções indicando que a miopia, frequentemente associada ao astigmatismo, atinja 3,36 bilhões de casos até 2030.
Neste artigo, você conhecerá mais a respeito do astigmatismo, quais as principais formas de tratamento e como um especialista da área da saúde pode ajudar a melhorar a sua visão! Acompanhe até o final e tenha uma ótima leitura.
Por que o astigmatismo exige correção adequada

O astigmatismo, ao distorcer a forma como a luz é focalizada na retina, impacta diretamente atividades cotidianas como ler, dirigir ou usar dispositivos digitais, levando a sintomas como visão borrada, fadiga ocular e dores de cabeça.
Dessa forma, sem correção, esses efeitos podem evoluir para problemas mais graves, como redução na produtividade profissional e riscos em tarefas que demandam precisão visual, afetando inclusive o desempenho acadêmico em crianças.
A correção personalizada é fundamental porque o grau e o tipo de astigmatismo variam entre indivíduos, influenciados por fatores como idade, hereditariedade e estilo de vida.
Tratamentos para astigmatismo adaptados, como lentes tóricas ou cirurgias refrativas, não apenas restauram a clareza visual, mas também previnem complicações a longo prazo, como o desenvolvimento de ambliopia em casos pediátricos.
Por isso, profissionais de saúde ocular enfatizam que uma avaliação detalhada, incluindo topografia corneana, é essencial para determinar a abordagem mais eficaz, garantindo resultados duradouros e minimizando riscos. Assim, investir em tratamentos para astigmatismo adequados promove não só a saúde visual, mas o bem-estar geral.
- Aproveite para ler: Recuperação da cirurgia refrativa: o que esperar no pós-operatório?
Óculos para astigmatismo: como funcionam
Os óculos representam um dos tratamentos para astigmatismo mais acessíveis e não invasivos, utilizando lentes tóricas especiais que compensam a curvatura irregular da córnea, permitindo que a luz se concentre uniformemente na retina.
Essas lentes possuem diferentes poderes refrativos em eixos específicos, corrigindo a distorção em múltiplas direções e frequentemente combinando correções para miopia ou hipermetropia associadas. O processo inicia com uma prescrição precisa de um oftalmologista, garantindo que os óculos se adaptem ao grau exato do astigmatismo.
Vantagens e limitações dos óculos como tratamento para astigmatismo incluem:
- Facilidade de uso e manutenção: são simples de colocar e remover, ideais para iniciantes ou quem prefere evitar contato direto com os olhos, com opções de lentes antirreflexo para reduzir o brilho em telas.
- Correção precisa para graus elevados: eficazes em casos moderados a severos, fazendo com que lentes de contato não sejam viáveis, e não há risco de infecções oculares associadas.
- Custo acessível a longo prazo: geralmente mais econômicos que cirurgias, com durabilidade de anos, embora exijam atualizações periódicas na prescrição.
- Limitações estéticas e práticas: podem causar distorções periféricas em graus altos, interferir em esportes ou atividades ao ar livre, e não serem ideais para quem busca independência de acessórios visuais.
- Adaptação inicial: alguns usuários relatam um período de ajuste, com possíveis dores de cabeça até que os olhos se acostumem à nova correção.
Esses aspectos tornam os óculos uma escolha inicial comum nos tratamentos para astigmatismo, especialmente para crianças e idosos, onde a segurança e a simplicidade prevalecem.
Lentes de contato para astigmatismo
As lentes de contato tóricas são projetadas especificamente para os tratamentos para astigmatismo, diferindo das lentes esféricas comuns por possuírem uma orientação estável que corrige a irregularidade corneana em eixos específicos.
Elas se mantêm alinhadas graças a mecanismos como pesos inferiores ou designs assimétricos, evitando rotações e garantindo visão nítida. Recomendadas para graus leves a moderados, essas lentes são ideais para estilos de vida ativos, como esportes, onde óculos podem ser incômodos.
Existem tipos variados de lentes tóricas, como as rígidas gás-permeáveis, que oferecem correção superior em astigmatismos irregulares, como os associados ao ceratocone, proporcionando durabilidade e melhor oxigenação corneana.
Já as lentes gelatinosas tóricas, mais confortáveis para uso diário, são indicadas para iniciantes e podem incluir opções diárias descartáveis, reduzindo riscos de contaminação. Sua recomendação depende de fatores como a sensibilidade ocular e a rotina do paciente.
E em casos de astigmatismo alto?
Em casos de astigmatismo alto, lentes híbridas, combinando centro rígido com borda macia, surgem como alternativa, oferecendo clareza visual sem o desconforto das lentes rígidas. No entanto, todos os tipos exigem higiene rigorosa, e não são adequadas para todos, como portadores de olhos secos crônicos.
Por isso, consultar um especialista é crucial para adaptar esses tratamentos para astigmatismo ao perfil individual, maximizando benefícios e minimizando riscos para cada tipo de situação.
Cirurgia refrativa: quando pode ser indicada

A cirurgia refrativa é uma opção avançada nos tratamentos para astigmatismo, indicada principalmente para adultos estáveis com graus moderados que desejam independência de óculos ou lentes.
Critérios gerais incluem idade acima de 18 anos, prescrição ocular estável por pelo menos um ano, ausência de doenças corneanas como ceratocone e boa saúde geral, excluindo condições como diabetes descontrolado ou gravidez.
Esses procedimentos, como LASIK ou PRK, remodelam a córnea com laser para corrigir a refração irregular, sendo recomendados quando métodos conservadores não atendem às necessidades diárias.
Outros fatores que influenciam a recomendação
A indicação também considera o impacto do astigmatismo na qualidade de vida, como em profissões que demandam visão precisa sem auxílios, ou em casos de intolerância a lentes de contato.
Estudos demonstram alta eficácia, com taxas de satisfação elevadas, mas a decisão deve envolver uma avaliação pré-operatória detalhada, incluindo medições corneanas, para mitigar riscos como subcorreção. Assim, os tratamentos para astigmatismo cirúrgicos são ideais para candidatos motivados e informados sobre expectativas realistas.
Principais técnicas cirúrgicas para corrigir astigmatismo
Existem diversas técnicas cirúrgicas que podem ser eficientes para a correção do astigmatismo. Conheça, abaixo, as mais populares.
- Leia também: LASIK ou PRK: qual é a melhor para o meu caso?
LASIK
A LASIK (Laser-Assisted In-Situ Keratomileusis) é uma técnica popular nos tratamentos para astigmatismo, onde um flap corneano é criado com laser femtosegundo, seguido pela remodelação da camada subjacente com laser excimer para corrigir a curvatura irregular.
O flap é reposicionado, promovendo recuperação rápida, com visão melhorada em horas. Estudos mostram que 95,1% dos olhos com astigmatismo miópico alcançam acuidade visual não corrigida de 20/20 ou melhor em três meses, com alto índice de segurança. Indicada para graus moderados, oferece baixa dor pós-operatória, mas requer córnea espessa o suficiente.
PRK
A PRK (Photorefractive Keratectomy) envolve a remoção do epitélio corneano antes da aplicação do laser excimer para remodelar a superfície, permitindo que o epitélio regenere naturalmente.
Essa abordagem é preferida em córneas finas ou em profissões de alto risco, como esportes de contato, evitando o flap da LASIK. Embora a recuperação seja mais lenta, com desconforto inicial, resultados a longo prazo são comparáveis, com eficácia em corrigir astigmatismo e minimizar halos noturnos.
SMILE
A SMILE (Small-Incision Lenticule Extraction) cria um lentículo interno na córnea com laser femtosegundo, removido por uma pequena incisão, preservando mais tecido corneano e reduzindo riscos de flap.
Ideal para astigmatismo associado à miopia leve, demonstra eficácia com 84% dos olhos contra a regra, alcançando astigmatismo residual de 0,25 dioptrias ou menos em seis meses. Oferece recuperação rápida e menor incidência de olhos secos, sendo uma opção minimamente invasiva nos tratamentos para astigmatismo.
Como escolher entre óculos, lentes ou cirurgia

A escolha entre os tratamentos para astigmatismo depende de múltiplos fatores, garantindo uma decisão alinhada ao perfil do paciente. Considere os seguintes aspectos:
- Idade e estabilidade refrativa: crianças e adolescentes geralmente optam por óculos ou lentes, enquanto adultos com prescrição estável podem considerar cirurgia para resultados permanentes.
- Grau do astigmatismo: graus leves se adaptam bem a lentes de contato, mas altos podem exigir óculos tóricos ou cirurgias como LASIK para correção precisa.
- Rotina diária e estilo de vida: atletas preferem lentes ou cirurgia para evitar limitações dos óculos, enquanto profissionais de escritório podem priorizar conforto com óculos antirreflexo.
- Condições de saúde ocular: olhos secos contraindicam lentes, e córneas finas limitam opções cirúrgicas, exigindo avaliações como topografia.
- Custo e acessibilidade: óculos e lentes são mais econômicos inicialmente, mas cirurgias oferecem economia a longo prazo, apesar do investimento inicial.
- Preferências pessoais e riscos: quem busca independência visual inclina-se para cirurgia, mas deve pesar riscos como infecções em lentes ou complicações pós-operatórias.
Consultar um oftalmologista é essencial para uma avaliação personalizada nos tratamentos para astigmatismo.
Resultados esperados e limitações de cada abordagem
Nos tratamentos para astigmatismo, os óculos oferecem resultados imediatos de clareza visual, com limitações como dependência contínua e possíveis distorções periféricas em graus altos.
Com os óculos, espera-se visão corrigida plena, mas sem eliminar a necessidade de atualizações periódicas. Em comparação, lentes de contato proporcionam campo visual natural e estética, com 97% de sucesso em correções, mas limitadas por riscos de infecção e manutenção diária.
Cirurgias refrativas, como LASIK, entregam independência de auxílios em 99% dos casos para acuidade 20/25 ou melhor em olhos distantes, com estabilidade a longo prazo. No entanto, limitações incluem possíveis halos noturnos ou subcorreção, afetando 5-10% dos pacientes.
PRK e SMILE oferecem resultados similares, com PRK mais lenta na recuperação, mas superior em córneas finas, e SMILE minimizando olhos secos. Óculos e lentes são reversíveis, ideais para quem evita riscos, enquanto cirurgias transformam a rotina para quem qualifica.
Cuidados pós-tratamento
Após iniciar tratamentos para astigmatismo, cuidados específicos garantem resultados satisfatórios e previnem complicações. Para todos os métodos, consultar o oftalmologista é um item obrigatório.
Os cuidados essenciais incluem:
- Para óculos: limpe as lentes diariamente com soluções apropriadas para evitar riscos, e proteja-os de quedas; ajuste armações periodicamente para conforto.
- Para lentes de contato: higienize as mãos antes de manipular, use soluções frescas e respeite prazos de uso; remova à noite para prevenir infecções, que afetam até 1 em 500 usuários anualmente.
- Para cirurgia refrativa: evite esfregar os olhos nas primeiras semanas, use colírios prescritos para lubrificação e proteja-se do sol com óculos UV; relate sintomas como vermelhidão imediatamente.
- Geral: mantenha hidratação ocular com lágrimas artificiais, evite ambientes poeirentos e realize pausas em telas (regra 20-20-20) para reduzir fadiga.
Conclusão
Os tratamentos para astigmatismo, seja por óculos, lentes de contato ou cirurgias refrativas, devem ser individualizados com base em avaliações especializadas para maximizar benefícios e minimizar riscos.
Como evidenciado por estudos, abordagens como LASIK e SMILE oferecem altas taxas de sucesso, mas a escolha depende de fatores pessoais, reforçando a importância de orientação profissional para uma visão saudável e sustentável.
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